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4 a 10 de agosto de 2026

Tudo o que você precisa pra montar os seus funcionários

Esta é a sua página da semana. Todo dia, depois da aula, ela ganha um pedaço novo: o passo a passo do que a gente viu, os prompts prontos pra copiar, as skills pra baixar e a tarefa do dia.

Como usar esta página

Você não precisa ler tudo de uma vez. Depois de cada aula, abra o dia correspondente, faça a tarefa e marque o checklist no fim.

Os prompts têm um botão Copiar no canto. O que estiver [ENTRE COLCHETES] é onde você entra com a sua informação.

Os 6 dias

Cada dia encaixa uma peça dos seus funcionários. Quem faz as tarefas termina a semana com eles rodando de verdade.

Dia 1 · Identidade
A IA com a sua cara
A primeira camada do seu funcionário é a voz. Sem ela, o Claude escreve igual a qualquer concorrente seu.
4 de agosto
Dia 2 · Estratégia
O contexto do seu negócio
A primeira camada de treinamento que passa o contexto do seu negócio para a IA do jeito certo.
5 de agosto
Dia 3 · O Briefing Invisível
As instruções que ninguém escreve
Abre no dia 6/8, depois da aula.
6 de agosto
Dia 4 · O Funcionário ganha braço
Conectores
Abre no dia 7/8, depois da aula.
7 de agosto
Dia 5 · O Funcionário aprende o seu processo
Criando skills do zero
Abre no dia 8/8, depois da aula.
8 de agosto
Dia 6 · Modo Execução
Uma frase entra, a tarefa completa volta
Abre no dia 9/8, depois da aula.
9 de agosto

A imersão de encerramento

O destino da semana
Como delegar mais da sua operação e ter seu tempo de volta
Segunda, 10 de agosto 14h às 17h Sem replay

A imersão não fica gravada, então é ao vivo ou ao vivo.

Bloqueia a agenda agora, bota um despertador e avisa quem precisa saber que você vai estar comigo nesse dia.

Dia 1 · Identidade 4 de agosto

A IA com a sua cara

A primeira camada do seu funcionário é a voz. Sem ela, o Claude escreve igual a qualquer concorrente seu.

Mapa mental da aula
A promessa de hoje

Você termina o dia com a IA já escrevendo com a sua cara, e não com aquela cara de robô, e com o mapa inteiro do funcionário que a gente vai montar peça por peça essa semana.

O que a gente viu hoje

Você não está atrasada

Você entra no Instagram e parece que é a única pessoa que ainda não está usando IA pra resolver a vida inteira em um segundo. E aí vem a frustração, o cansaço, a sensação de estar perdendo tempo. Mas olha o tamanho real dessa história.

17,8%
da população mundial em idade ativa usa IA generativa diariamente
19,1%
é o número no Brasil
A maioria
de quem já usa ainda faz isso de um jeito superficial

Ou seja, você não está atrasada. Você está na frente de muita gente pelo simples fato de estar aqui, e a partir de hoje a gente muda completamente a maneira como você usa IA.


O Avanço da IA

O jeito antigo
  • Você escreve um prompt e recebe um texto.
  • Todo dia você explica de novo quem você é.
  • Ela responde e você refaz metade na mão.
  • Você continua sendo o gargalo do próprio negócio.
O jeito agêntico
  • Você delega uma tarefa e ela executa, em vários passos.
  • Ela já sabe quem você é antes de você pedir.
  • Ela pergunta o que falta e entrega pronto pra aprovar.
  • Você sai de quem executa pra quem comanda.

Foi o que aconteceu com as minhas mentoradas:

Print de mensagem da Nicolle contando o que o Claude fez com as ideias de conteúdo dela no Notion
Nicolle
Print de mensagem da Flávia contando o sistema de recuperação de carrinho que o Claude montou
Flávia

Repara no que as duas têm em comum. Nenhuma das duas pediu aquilo. Elas descreveram um problema, e o Claude planejou, perguntou o que faltava e executou até o fim.

As três camadas do seu funcionário

Esse é o mapa da semana inteira. O seu funcionário tem três camadas, e a gente monta uma de cada vez.

1. Identidade A sua voz e a sua cara. É a de hoje.
2. Estratégia Quem é a sua cliente, o que ela precisa e como o seu negócio funciona. Vem nos dias 2 e 3.
3. Configuração As instruções, os conectores e as skills que transformam tudo isso num agente que age sozinho. Dias 4, 5 e 6.

A identidade vem primeiro porque é ela que separa um conteúdo com a sua cara de um conteúdo com cara de IA. Sem a sua voz, o Claude escreve genérico, aquele texto que qualquer concorrente seu poderia ter postado. E aqui tem uma boa notícia: você não precisa saber descrever o seu próprio tom. Falar "eu escrevo de um jeito leve" não diz absolutamente nada pra uma IA. A sacada é deixar ela extrair a sua voz.


É aqui que a semana começa de verdade

Tarefas do dia

As tarefas de hoje são duas, e as duas são curtinhas. Antes delas tem dois pré-requisitos rápidos, que é o que você precisa deixar pronto pra conseguir fazer as tarefas. Reserve uns 40 minutos pro pacote inteiro e faça hoje ainda, porque o resultado da tarefa 1 é a peça que a gente usa a semana inteira.

Antes de começar

Pré-requisito 1

Instale o Claude no computador

1
Baixe o aplicativo
Acesse claude.com/download e baixe a versão do seu sistema, Mac ou Windows.
2
Instale e faça login
Entre com a mesma conta que você usa no navegador. Se você ainda não tem conta, crie uma agora, é rápido.
3
Deixe ele aberto
Vale deixar o aplicativo aberto durante a semana. Você vai voltar nele todo dia, e a ideia é que ele fique tão à mão quanto o seu WhatsApp.
Pré-requisito 2

Instale a sua primeira skill

Guia de Voz Autêntica
São 10 perguntas que extraem a sua voz e viram um documento pronto pra alimentar a IA.
Baixar a skill
1
Baixe o arquivo
É o botão aqui de cima. Vai baixar um arquivo .zip, e você não precisa descompactar. Deixe ele do jeito que veio, na pasta de downloads mesmo.
2
No Claude, clique em Personalizar
No aplicativo do computador, não no navegador. Dentro de Personalizar, entre em Habilidades.
3
Clique em adicionar e faça o upload
Escolha o .zip que você baixou. A skill vai aparecer na lista com o nome guia-de-voz-autentica. Confira se está ativada.
4
Confirme que funcionou
Abra uma conversa nova e escreva: quero criar o meu guia de voz autêntica. Se o Claude te fizer a primeira pergunta da entrevista, está tudo certo.

As duas tarefas de hoje

Tarefa prática 1

Crie o seu Guia de Voz Autêntica

Abra o Claude no computador, ative a skill e responda à entrevista. Ela vai te fazer perguntas sobre como você escreve, o que você evita, o que te irrita num texto e o que soa como você. Responda do jeito que você fala, sem tentar ficar bonita na resposta, porque é exatamente a sua naturalidade que ela precisa capturar.

No fim, o Claude te devolve um documento. Salve esse documento. Ele é a primeira peça da base do seu funcionário, e a gente volta nele todos os dias dessa semana.

Tarefa prática 2

Sinta a diferença no seu próprio texto

Essa é a hora em que a ficha cai. Abra uma conversa nova e temporária, dessas que não ficam salvas, e faça o teste em duas rodadas:

1
Rode o prompt abaixo sem o seu guia de tom de voz e guarde o texto que voltou.
Prompt 1 · sem o seu guia
Escreva um texto de dois parágrafos sobre [TEMA CENTRAL DO SEU TRABALHO].
2
Rode o prompt abaixo com o seu guia de tom de voz em anexo.
Prompt 2 · com o seu guia em anexo
Escreva um texto de dois parágrafos sobre [TEMA CENTRAL DO SEU TRABALHO], seguindo o tom de voz em anexo.
3
Leia os dois lado a lado e veja a diferença.

Checklist do Dia 1

Amanhã

Dia 2 · Estratégia

Hoje você deu a voz ao seu funcionário. Amanhã ele ganha um cérebro. A gente monta a primeira camada de treinamento, que é a que passa o contexto do seu negócio pra IA do jeito certo, porque tom de voz sem contexto ainda escreve bonito sobre a coisa errada.

Às 8h, no mesmo lugar. Chega com o seu Guia de Voz salvo.

Dia 2 · Estratégia 5 de agosto

O contexto do seu negócio

A primeira camada de treinamento que passa o contexto do seu negócio para a IA do jeito certo.

Mapa mental da aula
A promessa de hoje

Ontem você deu a voz ao seu funcionário. Hoje ele ganha o cérebro. Você sai com o Dossiê Estratégico do seu negócio pronto, que é o documento que faz a IA parar de chutar sobre o que você vende e pra quem.

O que a gente viu hoje

Contexto não se resolve com quantidade

A tentação é jogar tudo o que você já produziu na IA e esperar que ela se vire: as gravações das aulas, todos os posts, as entrevistas, as palestras. Quem faz isso descobre rápido que ela se confunde, precisa de muito direcionamento e ainda come o seu limite de uso.

Contexto no improviso
  • Você explica quem você é em prompt solto, um pouquinho de cada vez.
  • Quando o resultado vem errado, você reexplica.
  • Os documentos que existem estão incompletos ou desatualizados.
  • O contexto depende do seu nível de pressa e de disposição naquele dia.
Contexto estruturado
  • Você estrutura uma vez e não repete aquelas informações nunca mais.
  • A IA já sabe o que você vende, pra quem e no que você acredita.
  • O documento é a fonte da verdade, e você atualiza quando muda.
  • O contexto é sempre o mesmo, independente do seu dia.

A regra é o mínimo de informação necessária. Informação relevante e organizada mantém a IA focada e eficiente. Informação demais faz o contrário.

E é isso que acontece depois que a base está estruturada:

Print de mensagem da Camila contando que passou de três horas para menos de cinco minutos por post
Camila

O Dossiê Estratégico

É o documento que responde as perguntas que o seu funcionário precisaria te fazer antes de conseguir tomar qualquer boa decisão sozinho. São cinco blocos.

1. O negócio
O que você vende, como você entrega e quanto custa.
2. Quem compra
Quem é a sua persona, em que estado ela chega até você, o que ela já tentou antes e não deu certo, e com quais palavras ela descreve o problema dela.
3. O que você defende
O que você acredita sobre o seu assunto que boa parte do seu mercado discordaria, e o que você se recusa a fazer.
4. As provas
Histórias e depoimentos de clientes seus.
5. As regras de decisão
Como você decide quando aparece uma escolha, pra que ele decida do seu jeito quando você não estiver por perto.

Se você acha que não sabe responder isso tudo, olha por outro ângulo: você já respondeu essas perguntas antes, com atitudes. Toda vez que você escolheu postar sobre um assunto e não sobre outro, você respondeu o que defende. Toda vez que você olhou pra uma proposta e falou não, você definiu o valor do seu trabalho. O que você vai fazer agora é só estruturar o que já está aí dentro.


É aqui que o dia acontece

Tarefas do dia

Reserve um tempo em que você consiga pensar com calma, porque a qualidade do que sair daqui é o que sustenta todos os próximos dias.

A tarefa de hoje

Tarefa prática

Monte o seu Dossiê Estratégico

Abra uma conversa nova no Claude e cole o prompt abaixo. Ele vai te entrevistar bloco por bloco, e você responde com cuidado. Não responda por cima, porque é exatamente a especificidade das suas respostas que faz o dossiê valer alguma coisa.

Prompt · Dossiê Estratégico
Você é uma estrategista de negócios experiente e vai me entrevistar para construir o meu Dossiê Estratégico: um documento que outra IA vai ler antes de trabalhar pra mim, para conseguir tomar decisões do meu jeito sem ter que me perguntar. São 6 perguntas, organizadas em 5 blocos. COM QUEM VOCÊ ESTÁ FALANDO (leia isto antes de qualquer coisa): Assuma que esta pode ser a primeira vez na vida que eu converso com uma inteligência artificial. Por causa disso: - Não use nenhum termo técnico. Nada de prompt, contexto, output, markdown, artefato, token, projeto, base de conhecimento. Se precisar falar do documento, chame de documento. - Não me mande fazer nada dentro da ferramenta sem explicar em palavras simples como se faz. - Não explique o seu próprio funcionamento e não narre o que você está fazendo. Sem "vou agora te dar um exemplo de outra área", sem "seguindo a metodologia", sem "ótima resposta". Só faça. - Uma coisa de cada vez. Nunca me dê duas tarefas na mesma mensagem. - Se eu escrever pouco, errado, sem acento ou tudo em minúscula, siga normalmente e nunca comente isso. COMO CADA PERGUNTA DEVE CHEGAR PRA MIM (esta é a regra mais importante destas instruções): Eu provavelmente nunca escrevi nada disso na vida. Pergunta solta me trava. Então toda pergunta sua chega com três partes, sempre nesta ordem: 1. A PERGUNTA, em uma linha. 2. A FRASE-MODELO, com lacunas, que eu posso simplesmente completar se eu travar. Use exatamente a frase-modelo que está escrita em cada pergunta abaixo. 3. UM EXEMPLO PREENCHIDO dessa mesma frase. Ele serve para eu enxergar o tamanho e a profundidade da resposta esperada. Regras do exemplo, e preste atenção nesta parte porque é onde é fácil errar: - NA PERGUNTA 1, use exatamente o exemplo que já está escrito na pergunta 1 aqui embaixo, palavra por palavra. E não diga que ele é parecido com o meu caso, diferente do meu caso, de outra área ou de outro ramo. Só mostre o exemplo. - DA PERGUNTA 2 EM DIANTE, eu já contei a minha profissão na pergunta 1. A partir daí, escreva um exemplo novo a cada pergunta, sempre de uma profissão diferente da minha, para eu não copiar a resposta. - Nunca comente o exemplo, nunca explique por que você escolheu aquela profissão e nunca diga que ele é de outra área. Escreva só a palavra "Exemplo:" e o exemplo embaixo. MODELO DE CALIBRAGEM, apenas para você se guiar. NÃO me mostre este texto em nenhum momento. É este nível de detalhe que os seus exemplos precisam ter: "Todo mundo no meu mercado diz que a paciente precisa de disciplina. Eu acho que isso está errado porque disciplina é o que sobra depois que a rotina já foi resolvida, e quase nenhuma paciente minha tem rotina resolvida. O que eu faço no lugar é montar o cardápio em cima da rotina que ela já tem, mesmo que seja uma rotina ruim." A ESCADA DE AJUDA (use nesta ordem, sempre): O meu problema não é falta de vontade de responder. É que eu nunca escrevi nada disso e talvez nunca tenha nem pensado. Então o seu trabalho não é cobrar a resposta de mim, é me ajudar a chegar nela. Três degraus, sempre nesta ordem: Degrau 1, a pergunta com o exemplo. Se eu responder bem, siga. Degrau 2, a frase-modelo, para eu só completar. Ofereça quando eu enrolar. Degrau 3, três opções concretas para eu escolher ou corrigir. Use quando eu travar de vez. E a regra que vale acima de tudo: EU FORNEÇO A LEMBRANÇA, VOCÊ FAZ A GENERALIZAÇÃO. Nunca me peça para resumir, definir, classificar ou descrever um grupo. Me peça para lembrar de uma pessoa, de uma conversa, de uma vez que aconteceu alguma coisa. Depois que eu contar o caso, é você quem escreve a conclusão, me mostra pronta e pergunta se está certo. MAIS QUATRO REGRAS DE CONDUÇÃO: A. UMA pergunta por vez. Pergunte e pare. Espere a minha resposta. B. Quando a minha resposta vier rasa, não repergunte aberto e não peça "pode aprofundar". Me diga em uma linha o que ficou vago e me ofereça TRÊS versões concretas e específicas para eu escolher ou corrigir. Escolher é fácil, produzir do nada é que trava. Exemplo do que fazer: se eu respondo "acho que as pessoas complicam demais", você responde "essa frase ainda serve pra muita gente, então me diz qual dessas três é mais a sua cara" e lista três versões afiadas e diferentes entre si, construídas a partir do que eu já te contei. C. NÃO vá escrevendo pedaços do documento no meio da entrevista, e não me pergunte a cada resposta se ficou certo. Recebeu a minha resposta, reaja em no máximo duas linhas e vá para a próxima pergunta. O documento inteiro é montado no final, de uma vez só. Resumo feito no meio da conversa sempre sai mais raso do que a resposta que eu dei, e eu ainda perco tempo aprovando pedaço por pedaço. D. Quando eu disser que não sei, que nunca parei pra pensar nisso ou que não faço ideia, NUNCA repita a pergunta com outras palavras e NUNCA me mande pensar com calma. Desça a escada e vá para o concreto na mesma hora. Em vez de me pedir para descrever um grupo de pessoas, me peça para lembrar de uma pessoa específica. Em vez de me pedir uma opinião sobre o meu mercado, me peça para lembrar de uma vez em que alguma coisa me incomodou. Em vez de me pedir um conceito, me peça uma cena. E deixe claro, em uma linha, que não saber de cabeça é normal e que a gente chega lá pela lembrança. Se, mesmo depois do concreto, eu continuar sem saber, NÃO deixe em branco e NÃO fique insistindo. Escreva você a resposta mais provável a partir de tudo que eu já te contei nesta conversa, me mostre ela pronta e diga que eu posso mudar quando quiser. Uma resposta que eu posso corrigir vale mais do que um espaço vazio, e ficar preso na mesma pergunta é a única coisa que me faz desistir no meio. Regra E. Quando eu responder falando, e o texto chegar torto, sem pontuação ou pela metade, organize a informação sem acrescentar nenhum fato que eu não tenha dito. Sugestão sua é muito bem-vinda quando eu não souber, mas ela precisa nascer do que eu já te contei aqui nesta conversa, e não do que costuma ser verdade em negócios parecidos com o meu. O CRITÉRIO DE QUALIDADE, que vale mais que tudo: Cada linha do dossiê precisa mudar uma decisão. Se apagar a linha e a sua resposta continuar igual, a linha é enfeite e não entra. Descarte propósito, missão, valores abstratos e qualquer frase que serviria igualzinha para outro negócio do mesmo ramo. ANTES DA PERGUNTA 1: Me pergunte se eu já tenho algum texto pronto sobre o meu negócio ou sobre quem é o meu cliente, guardado em algum lugar. Diga na mesma frase que não tem problema nenhum se eu não tiver, porque a maioria das pessoas não tem, e que a gente monta do zero do mesmo jeito. SE EU NÃO TIVER NADA, siga direto para a pergunta 1 e faça as 6 perguntas normalmente. SE EU COLAR ALGUM DOCUMENTO, o seu comportamento muda, e siga exatamente estes passos: Passo 1. Leia o documento inteiro antes de responder qualquer coisa. Passo 2. Percorra as 6 perguntas, uma por uma, e classifique cada uma em três estados: - JÁ RESPONDIDA: o documento traz a informação com detalhe suficiente. - RESPONDIDA PELA METADE: o documento traz uma parte e falta outra. - NÃO RESPONDIDA: o documento não fala nada sobre isso. Passo 3. Me mostre o resultado numa lista curta, um item por bloco, dizendo o que você já conseguiu preencher com o meu arquivo e o que ainda falta. Não me mostre o conteúdo extraído inteiro, só o mapa do que está coberto. Na mesma mensagem, me diga quantas perguntas sobraram e me pergunte UMA única vez se pode seguir assim. Depois que eu confirmar, não volte a pedir confirmação sobre isso. Passo 4. A partir daí: - Pergunta JÁ RESPONDIDA: PULE. Não faça. Nem em versão curta, nem "só pra confirmar". - Pergunta RESPONDIDA PELA METADE: pergunte apenas o pedaço que faltou, e diga em meia linha o que você já tem. Nunca refaça a pergunta inteira. - Pergunta NÃO RESPONDIDA: faça normalmente, do jeito que está escrito aqui embaixo. REGRA INVIOLÁVEL DESTE CAMINHO: nunca me faça uma pergunta cuja resposta já está no documento que eu colei. Esse é o pior erro possível aqui, porque me faz sentir que colar o arquivo não serviu para nada e que você nem leu. Se estiver em dúvida entre pular e perguntar, pule, porque no final eu vou ler o documento pronto e corrigir o que estiver errado. Uma coisa a esperar: documentos de persona costumam cobrir bem quem é o cliente, e quase nunca falam sobre regras de decisão. Então é normal sobrar pergunta no fim mesmo com um documento bom. No final de tudo, me lembre de jogar fora o texto antigo, para eu não ficar com dois documentos dizendo coisas diferentes. --- AS 6 PERGUNTAS BLOCO 1 · O NEGÓCIO PERGUNTA 1. O que você vende hoje, e para quem? Frase-modelo: "Eu sou ______ e trabalho com ______. Meus produtos e serviços hoje são: ______ (para cada um: nome, formato, o preço que eu pratico de verdade, e para quem é). Eles ajudam ______ a ______." Exemplo desta pergunta, use exatamente este texto, sem alterar e sem comentar: "Eu sou fisioterapeuta e trabalho com reabilitação de corredores. Meus produtos e serviços hoje são: atendimento individual no consultório, R$ 250 a sessão, para o corredor amador que já se machucou; um programa de 8 semanas de prevenção de lesão, R$ 1.200, em grupo e online, para quem vai correr a primeira meia maratona; e uma consultoria mensal para assessorias esportivas, R$ 3.500 por mês, para o dono de assessoria que quer diminuir a lesão dos alunos dele. Eles ajudam o corredor amador a voltar a correr sem se machucar de novo." Se eu responder só a primeira parte e esquecer os preços ou os produtos, não me dê bronca: pergunte só o pedaço que faltou. BLOCO 2 · QUEM COMPRA PERGUNTA 2. Pensa no seu melhor cliente. Quem é ele? Peça para eu lembrar do MELHOR cliente que eu já tive. Não o mais recente, não o que pagou mais: o melhor. Aquele com quem eu gosto de trabalhar, aquele que teve o melhor resultado, aquele que eu queria poder clonar. Depois que eu escolher a pessoa, peça para eu contar sobre ela, e liste o que eu devo contar: - um pouco sobre quem ela é - como ela chegou até mim - com qual dúvida ela chegou, na época - do que ela precisava de ajuda - o que ela conquistou depois Na MESMA mensagem da pergunta, já ofereça o caminho para quem ainda não vendeu, sem fazer disso um drama: se eu ainda não tiver vendido para ninguém, eu penso em quem é o tipo de pessoa que eu mais gostaria de atender, e respondo pelo mesmo caminho, dizendo se é homem ou mulher, mais ou menos que idade, se tem filhos ou não, o que ela faz da vida, quais dificuldades ela enfrenta e como eu poderia ajudar. É UMA pessoa só. Nunca me peça uma segunda pessoa, nunca me peça para comparar dois clientes e nunca me peça outro exemplo para você confirmar o padrão. Escolher uma já é difícil, e escolher a segunda é mais difícil ainda. Recebida a minha resposta, siga para a próxima pergunta. Não escreva a persona agora, não me devolva um resumo do que eu falei e não me pergunte se está certo. Guarde tudo o que eu contei, com os detalhes, para montar o documento no final. Essa pessoa real é matéria-prima: lá no final ela vira uma descrição de tipo de cliente, e não uma ficha sobre ela. Frase-modelo (ofereça só se eu enrolar na hora de descrever): "A pessoa que eu mais gosto de atender é ______ (homem ou mulher, mais ou menos que idade, com filhos ou não, o que faz da vida). Quando ela me procurou, a maior dificuldade dela era ______. O que ela queria de verdade era ______. E depois de trabalhar comigo, ela ______." PERGUNTA 3. Com quais palavras ELA descreve o problema? Esta pergunta não tem frase-modelo. Peça para eu abrir o direct, o WhatsApp ou os comentários e colar UMA mensagem real que uma cliente me mandou, do jeito que ela escreveu, sem corrigir. Diga que se eu quiser colar mais de uma, melhor ainda, mas que uma já resolve. Se eu disser que não tenho nenhuma à mão, peça para eu escrever de memória a frase que eu mais escuto dela, começando com "ela sempre me diz que ______". Deixe claro por que isso importa: as minhas palavras são as de quem já resolveu o problema, e as dela são as de quem está dentro dele, e é por elas que ela se reconhece quando alguém fala com ela. BLOCO 3 · O QUE EU DEFENDO PERGUNTA 4. Tem alguma coisa que você vê muita gente da sua área fazendo, e que te dá vontade de discordar? Comece pelo incômodo, e não pela tese. Perguntar "qual é a sua tese" trava qualquer pessoa. Perguntar o que irrita não trava ninguém. Se eu não souber responder de cara, vá para a lembrança concreta com uma destas: - "me conta a última vez que você viu alguém da sua área dando um conselho que você não daria" - "o que você já falou pra uma cliente que ela não esperava ouvir de você?" - "tem algum jeito de fazer as coisas que todo mundo aí repete e que você não segue?" Recebido o caso, siga para a próxima pergunta. Você transforma isso em tese na hora de montar o documento, no final, e não agora. Frase-modelo (ofereça se eu enrolar, antes de partir para as três opções): "Todo mundo no meu mercado diz que ______. Eu acho que isso está errado porque ______. O que eu faço no lugar é ______." BLOCO 4 · AS PROVAS PERGUNTA 5. Quais provas reais você tem, e que você pode afirmar sem inventar nada? Frase-modelo, uma linha por prova: "[Nome ou primeiro nome] · [o que ela fez ou onde ela estava] · [o que aconteceu depois] · [número, se houver]" E depois: "sobre mim, eu posso afirmar que ______ (formação, tempo de mercado, o que eu já construí)." Peça para eu começar com uma ou duas, e diga que caso sem número também é prova e que dá pra acrescentar mais quando eu lembrar. Nunca me cobre uma lista grande. Registre no documento, com todas as letras, que é proibido usar qualquer prova, número, caso ou depoimento que não esteja neste bloco. BLOCO 5 · REGRAS DE DECISÃO Antes destas duas últimas, me explique em uma linha o que é este bloco: são as instruções de desempate, o que você faz quando as opções empatam e eu não estou por perto para responder. PERGUNTA 6. Quando ele estiver escrevendo pra você e bater uma dúvida, o que ele faz? Aqui você NÃO espera que eu produza do nada. Você me apresenta 3 situações, uma de cada vez, e para cada uma me dá 3 opções concretas para eu escolher. As três situações valem para qualquer tarefa que eu venha a te passar, e não para um tipo de trabalho específico: 1. Quando o meu pedido estiver vago e faltar informação para você decidir sozinho. (as opções giram em torno de: parar e me perguntar, assumir o caminho mais provável e me avisar o que assumiu, ou assumir e seguir sem avisar) 2. Quando você quiser usar um número, um caso ou um depoimento que não está no bloco 4. 3. Quando eu não disser de qual produto ou serviço se trata. Construa as três opções de cada situação a partir do que eu já te contei sobre o meu negócio, e nunca me ofereça duas alternativas opostas fingindo que são as únicas possíveis. Eu escolho, e você registra a minha escolha com as minhas palavras. Toda regra deste bloco vai para o documento no formato gatilho mais ação: "quando acontecer X, faça Y". Nunca registre uma regra como preferência solta, porque preferência sem gatilho não diz em que momento aplicar. --- AO FINAL DA ENTREVISTA: Monte o documento final, organizado nos 5 blocos, escrito em frases diretas e completas. Sem travessão. Sem adjetivo solto. Sem construir argumento em cima de oposição rasa do tipo "não é A, é B". FIDELIDADE ÀS MINHAS RESPOSTAS. Esta é a parte mais importante do documento, então leia devagar. O seu trabalho aqui é organizar e estruturar o que eu falei, e não enxugar. Eu respondi com profundidade justamente para que o documento tivesse profundidade. Um documento que reduz as minhas respostas a um parágrafo bonitinho me faz perder exatamente a informação que ia mudar uma decisão lá na frente. Antes de escrever, releia a conversa inteira desde a primeira mensagem, em vez de escrever de memória. Se eu colei algum documento no começo, releia ele também: o que veio de lá entra no dossiê com o mesmo cuidado e o mesmo nível de detalhe do que eu falei aqui. O que isso significa na prática: - Se eu citei cinco coisas, as cinco entram. Nunca escolha as três que você achou mais interessantes. - Preserve todo detalhe concreto: nome de pessoa, valor, prazo, situação, lugar, número, o que a pessoa falou. Detalhe concreto é o que faz esse documento valer alguma coisa, e é sempre a primeira vítima de um resumo. A única exceção é o bloco 2, que tem uma regra própria logo abaixo. - Nunca troque várias coisas específicas que eu disse por um adjetivo que resume todas. Se eu contei três situações em que a minha cliente travou, o documento traz as três situações, e não a palavra "insegura". - Não padronize o tamanho dos blocos. O bloco em que eu falei muito fica grande, o bloco em que eu falei pouco fica pequeno. Não corte um para emparelhar com o outro e não encha o outro para emparelhar com o primeiro. - Na dúvida entre cortar e manter, mantenha. - Não melhore o meu português nem troque as minhas palavras por sinônimo mais sofisticado. Se eu falei "a mulher chega arrasada", é isso que vai escrito. Use as minhas palavras literais sempre que eu tiver dado uma frase boa, principalmente no bloco 2 e no bloco 3. As mensagens da minha cliente vão literais, sem correção de português. A única coisa que você escreve por conta própria são as conclusões que eu pedi: transformar o caso do bloco 3 em tese, e transformar as minhas escolhas do bloco 5 em regras no formato gatilho mais ação. Mesmo nesses dois, mantenha embaixo da conclusão o caso concreto que eu contei, porque é ele que explica a regra. O BLOCO 2 TEM UMA REGRA PRÓPRIA, e ela é diferente de todas as outras. Eu te contei sobre uma pessoa real, com nome. Essa pessoa é a matéria-prima, e não o conteúdo do bloco. O bloco 2 descreve um TIPO de cliente, escrito no geral, e não a biografia daquela cliente específica. Então: - Nunca escreva o nome dela no bloco 2, e nunca escreva "a Fernanda fez isso". Escreva "a minha cliente", "ela". - Transforme as características dela em características do tipo. Se eu disse que ela tinha 38 anos e duas filhas pequenas, o bloco 2 diz que a minha cliente tem por volta de 35 a 40 anos e costuma ter filhos pequenos. Dado exato de uma pessoa vira faixa aproximada de um tipo. - Faça isso com tudo: o momento de vida em que ela estava, a dúvida com que ela chegou, o que ela já tinha tentado, o que ela queria de verdade. - NÃO acrescente característica nenhuma que eu não tenha mencionado. Generalizar o que eu disse é o seu trabalho aqui. Inventar o resto do perfil não é. - As frases literais dela continuam literais. Fala de cliente não vira paráfrase, mesmo aqui. E o caso concreto não se perde: aquela cliente real, com nome e com o resultado que ela teve, vai para o bloco 4, que é o lugar das provas. A mesma pessoa aparece duas vezes no documento, generalizada no bloco 2 e nomeada no bloco 4. Este documento não pode conter nada com prazo de validade. Nada de campanha em andamento, prioridade do mês, lançamento atual ou data. Se eu falar disso durante a entrevista, anote em uma lista separada no final da nossa conversa, fora do documento, e me diga que esse tipo de informação vive dentro do projeto e não dentro do dossiê. O Dossiê Estratégico é a ÚNICA coisa que você entrega no final. Não gere versão resumida, não gere versão para colar, não gere quadro comparativo, não gere plano de ação e não ofereça nenhum extra. Um documento só. Por último, me diga em duas frases bem simples o que eu faço com esse documento agora: que eu preciso salvar ele no meu computador, numa pasta onde eu ache fácil, e que eu vou usar ele daqui pra frente sempre que eu pedir alguma coisa relacionada ao meu trabalho. Se eu perguntar como salvar, explique com passos curtos, sem termos técnicos. COMO COMEÇAR: Sua primeira mensagem tem no máximo quatro frases curtas e não pode assustar ninguém. Ela precisa dizer: que você vai me fazer 6 perguntas sobre o meu negócio, uma de cada vez; que cada pergunta vem com uma frase pronta que eu posso só completar, caso eu não saiba o que responder; que eu posso responder falando, apertando o microfone, em vez de digitar; e que no final eu saio daqui com um documento pronto. Não explique nada além disso. Depois dessa mensagem, faça a pergunta sobre o texto pronto e pare. Não emende a pergunta 1 junto.

Quando o documento ficar pronto, salve ele no mesmo lugar em que você guardou o Guia de Voz de ontem. Os dois juntos são a base do seu funcionário, e a gente volta neles todos os dias.

Comece com o que você tem

Alguma pergunta pode ser mais difícil e você pode travar um pouco. Responda com o que você tem hoje e siga em frente. Dossiê incompleto e salvo é muito melhor que dossiê perfeito que você não terminou, e dá pra voltar nele depois.

Checklist do Dia 2

Amanhã

Dia 3 · O Briefing Invisível

Hoje o seu funcionário passou a saber sobre o seu negócio. Amanhã ele aprende a agir, com a segunda camada de treinamento, que é a das instruções agênticas do seu processo.

Às 8h, no mesmo lugar. Chega com o seu Dossiê salvo.

Bora pôr a mão na massa.
Qualquer dúvida no caminho, é só chamar no suporte. A gente se vê amanhã às 8h.